

Nasci no Porto em 1974. Sou casada, mãe de três filhos e vivo na União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde há 25 anos.
Tenho doutoramento em Engenharia e Gestão Industrial pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Sou designer e docente no ensino superior desde 1996.
Trabalho há mais de duas décadas nos domínios da inovação e desenvolvimento de produto, com foco na criação de serviços e soluções centradas nas pessoas.
Mantenho um compromisso ativo com causas sociais e com o bem-estar das comunidades, tendo integrado a direção executiva de várias organizações não governamentais. Sou Deputada na Assembleia Municipal da Câmara Municipal Porto. Valorizo a cultura, a participação e a co-criação, princípios que pretendo trazer para o exercício das funções autárquicas.
Considero-me uma motivadora, com gosto pelo trabalho em equipa e pela construção de pontes entre diferentes áreas. Quero colocar ao serviço da União de Freguesias a minha experiência, promovendo um diálogo próximo com todos e respeitando as diferenças.
Acredito que as pessoas devem estar no centro das decisões do poder local e que estas podem ser favorecidas por uma visão independente de agendas partidárias, com verdade e alegria.
Contem comigo!
A qualidade de vida é a nossa prioridade: é segurança, é mobilidade, é cultura, é habitação… mas começa pelo cuidado com as pessoas e com os espaços do quotidiano e de proximidade. A nossa União de Freguesias é um território singular, moldado pelo mar, pelo rio Douro e pelo Parque da Cidade — espaços que definem o nosso quotidiano e nos ligam à natureza. Queremos que essa riqueza natural se reflita numa qualidade de vida sempre melhor, promovendo espaços públicos cada vez mais verdes, seguros e acessíveis.
Acreditamos que a qualidade de vida na nossa freguesia depende directamente da forma como executamos, com responsabilidade e proximidade, as competências que nos estão confiadas. Comprometemo-nos a assegurar um funcionamento célere, transparente e eficaz da Junta, tanto na relação com os fregueses como na articulação com outras entidades. Vamos garantir que todos os processos administrativos — como a emissão de documentos ou a gestão de licenças — decorrem com simplicidade e respeito pelo tempo das pessoas. Assumimos também o compromisso de que qualquer concessão de um espaço cultural ou de um bem do nosso património, será feita com critério e com claras vantagens para a comunidade. Vamos alocar os recursos financeiros com equilíbrio e rigor, dirigindo o investimento para aquilo que realmente importa, com contas certas e prioridades bem definidas. Estamos aqui para servir, com visão, competência e sentido de responsabilidade.
Faremos da escuta ativa uma marca do nosso mandato: promoveremos um canal aberto de comunicação com todos, ouvindo as suas preocupações, identificando de forma sistemática as necessidades — sobretudo das populações mais vulneráveis — e garantindo que cada voz conta. Ao mesmo tempo, valorizaremos a literacia cívica, divulgando e incentivando a utilização de soluções já disponíveis, como o «Reporta Porto» (comunicação de problemas no nosso território) ou o “CROA” (Centro de Recolha Animal), para que todos possam participar mais e melhor na construção da nossa comunidade. Propomo-nos ainda, neste domínio, melhorar os meios informáticos, implementar plataformas documentais e de digitalização. Propomos ainda:
Gestão e manutenção de equipamentos e espaços públicos para uma Junta Sustentável: A manutenção e limpeza de ruas, já é feita em passeios e ecopontos, incluindo limpeza e desinfeção regular, aproveitando águas pluviais para lavagem. Vamos continuar a acompanhar este processo e dinamizar o sistema de reporte rápido de problemas. Solicitar sempre que possíveis contentores de lixo enterrados para melhor fruição e higiene do espaço público. Potenciar ainda a rede de bebedouros e pontos de recarga de garrafas reutilizáveis. Requalificar praias e WC públicos, com ecopontos adequados e acessibilidades melhoradas, criando uma experiência nas nossas praias acolhedoras para residentes e visitantes. Implementar o uso de energias renováveis nos edifícios da união de freguesias e nos balneários de apoio à praia trabalharemos para que o consumo de energia na Junta sejam cada vez melhor gerido e para a maior poupança de todos.
Promover o desporto para todas as idades e colaborar na modernização das infra-estruturas é um dos nossos compromissos. Apoiaremos activamente clubes e associações locais, como o Futebol Clube da Foz, a União Académica António Aroso, a Associação Desportiva e Recreativa da Pasteleira, a Escola de Ballet do Porto, entre tantos outros, reforçando a sua capacidade e ligação à comunidade. Vamos procurar que o campo de futebol pequeno do Parque da Cidade volte à posse da Câmara Municipal do Porto e insistir para que se realizem as obras necessárias que permitam que o campo grande fique acessível a todos. Acreditamos que a criação de mais espaços ao ar livre, como o previsto no plano da Avenida Nun’Álvares, incentivará ainda mais a prática de exercício físico e reforçará a rede desportiva local
Ainda para o Parque da Cidade trabalharemos para a criação de um Parque Canino à semelhança do que existe no Quinta do Covelo – uma moderna estrutura que permita assegurar um ótimo acolhimento e garantir o bem-estar e socialização de cães e de gatos.
Queremos ainda incorporar nas nossas estratégias os princípios do Plano Municipal de Arborização do Porto, assegurando que as árvores funcionam como infraestrutura viva: oferecendo sombra, qualidade ambiental, conforto térmico e resiliência urbana.
As árvores da Foz são parte essencial da sua paisagem patrimonial e devem ser tratadas com especial cuidado. Ruas como a de Gondarém e do Crasto foram consideradas excepções no plano de arborização, pelo seu valor histórico balnear. A sua conservação deve ser priorizada, salvo em casos de reordenamento urbano. Os plátanos híbridos destas vias são apropriados ao clima litoral e à intensa presença humana. As árvores mais antigas prestam serviços ecológicos indispensáveis: regulação climática, purificação do ar, retenção de água, biodiversidade, sombra e valor estético. Vamos preservá-las porque ao faze-lo estamos a proteger o equilíbrio ambiental e o património da cidade.
Finalmente, e porque tem tudo a ver com a qualidade de vida no nosso território, vamos acompanhar de perto os Fundos do Associativismo e os Orçamentos Colaborativos. As associações e colectividades são o nosso maior valor; contamos com elas para muitas dimensões de qualificação do território e iremos, dentro das nossas possibilidades, apoiar e reforçar esses valores.
A cidade de proximidade constrói-se a partir da reorganização das várias formas de mobilidade – em complemento à reprogramação funcional e à democraticidade do acesso/digitalização dos serviços e do trabalho.
É urgente reforçar os transportes públicos na frente atlântica do Porto, reclamando horários/rotas adaptadas às necessidades locais e apoiando deslocações – dentro da freguesia e para pontos críticos da cidade (universidades, hospitais, terminal intermodal, etc.) – insistindo junto da CMP, STCP e Metro do Porto na sua concretização.
A segurança rodoviária exige a nossa atenção: implementar mecanismos de redução de velocidade (radares nos semáforos, lombas/almofadas), reforçando a iluminação dedicada nas passadeiras e melhorando a sinalização para proteger peões e ciclistas. Trabalhar para o reforço da fiscalização do estacionamento indevido nas Avenidas Atlânticas e o estacionamentos em segunda fila.
Importa ainda melhorar de forma estrutural a acessibilidade para cadeiras de rodas, carrinhos de bebé e pessoas com mobilidade reduzida, garantindo passeios e atravessamentos dignos e seguros.
Trabalhar em conjunto com as escolas a necessidade de coordenação do trânsito na largada das crianças nas escolas resolvendo situações perigosas e assegurando um processo melhor e mais seguro.
É necessário expandir a mobilidade suave com mais percursos pedonais e cicláveis acessíveis e seguros, criando ligações suaves entre escolas, praias e zonas verdes, através de diagnóstico, mapeamento e propostas periódicas de intervenção no espaço público, entre outras:
A União de Freguesias tem um papel determinante (junto da Câmara e demais entidades reguladoras) na comunicação, no acompanhamento e no combate ao sentimento de insegurança dos seus cidadãos.
Há que promover um diálogo permanente com as forças policiais, apelando à colaboração, com atenção especial a episódios que geram perceção de insegurança e intranquilidade. A segurança deve ser coletiva e não dependente de soluções privadas, evitando desigualdades entre bairros. Entre outras medidas:
Comprometemo-nos a assumir, no quadro das competências da Junta, um papel activo na Protecção Civil local. Reforçaremos o conhecimento dos riscos existentes, colaborando na sua prevenção e mitigação. Apostaremos numa comunicação clara e contínua com a população, promovendo comportamentos de autoprotecção. Estaremos atentos às vulnerabilidades do território e preparados para agir em articulação com as entidades competentes. Queremos uma freguesia mais segura, informada e resiliente.
Defendemos o equilíbrio entre renovação urbana e preservação da identidade, garantindo que o desenvolvimento respeita a história, o carácter arquitectónico, a diversidade social e a escala humana das diferentes zonas e bairros da União de Freguesia – assegurando que as zonas com maior poder económico continuam a conviver com bairros sociais, descendentes de lavradores, novos e antigos pescadores, e famílias de diferentes condições, preservando o carácter inclusivo do território.
As comunidades e os habitantes das nossas freguesias são a nossa prioridade. Iremos defender e divulgar proactivamente, soluções habitacionais acessíveis — em articulação com a Câmara, empresas municipais e cooperativas de habitação — recorrendo, por exemplo, a programas de arrendamento como o « Porto com Sentido » cuja aplicação na nossa freguesia tem sido insuficiente e que queremos dinamizar junto dos promotores.
Não poderemos deixar de mapear as oportunidades criadas pelos terrenos e edifícios municipais subutilizados para mitigar a escalada de preços e a gentrificação. Para tal, vamos incentivar e divulgar boas práticas de modelos colaborativos e inovadores de habitar e trabalhar – co-housing, co-living, co-work e co-ageing como o « Programa Aconchego » – que fomentem comunidade, partilha de recursos e maior proximidade e qualidade de vida.
Estudar a implementação de mais posto carregamento elétrico para automóveis uma vez que há zonas da União de freguesias sem estacionamento privado.
Valorizar e dinamizar o património cultural e coletivo da freguesia, apoiando associações, coletividades e academias existentes – Usar para este propósito edifícios singulares como, por exemplo, a Escola 85 no Passeio Alegre e espaços públicos envolventes, hoje propriedade da Câmara Municipal, cuja reabilitação deve ser acompanhada e dinamizada em sintonia e proximidade com a população, mantendo a Academia de Danças e Cantares e abrindo espaço à integração de outras coletividades
Promover programas de arte pública participativa, residências artísticas de bairro e projetos de cultura nas escolas (música, teatro, artes visuais), reforçando as ligações entre gerações, coletividades e jovens do território. Estimular iniciativas intergeracionais, que revitalizem as associações culturais e permitam aos mais novos aprender com os mais velhos o valor da cultura, da escrita, da poesia e do património imaterial – Envolver as pessoas que detêm o saber tradicional e as novas gerações, seja em atividades pontuais nas escolas, seja com as universidades em ações de investigação ou voluntariado e para este propósito a União criar protocolos de colaboração.
Potenciar a ligação da freguesia ao «Caminho da Costa» de Santiago de Compostela, divulgando roteiros e locais de interesse, pontos de carimbo para peregrinos/caminhantes e merchandising revertendo receitas para a comunidade. Locais como o Forte de São João Baptista, mais conhecido por Castelo da Foz as pequenas capelas dos « Passos da Via Sacra » e a Igreja de São João da Foz, bem como a Igreja de São Miguel de Nevogilde que podem ganhar maior reconhecimento cultural neste enquadramento.
As Festas de São Bartolomeu são uma referência cultural e um símbolo da identidade da nossa freguesia, com o centenário Cortejo do Traje de Papel e o banho santo a renovar laços de pertença e alegria coletiva. Queremos que este espírito permaneça vivo e evolua com a comunidade: apostaremos na dinamização anual, envolvimento das coletividades a quem queremos muito apoiar, para que cada edição fortaleça a nossa memória e o nosso futuro juntos.
Sobre o património edificado, entre outros exemplos, propomos:
Acompanharemos de perto os agrupamentos de escolas Manoel de Oliveira e Garcia de Orta, promovendo parcerias sólidas e incentivando a construção de redes internas com as colectividades locais. Estaremos atentos à manutenção dos respectivos equipamentos, em articulação regular com a Câmara Municipal, assegurando um apoio de qualidade e respostas adequadas às necessidades da comunidade escolar.
Comprometemo-nos, igualmente, a colaborar com os estabelecimentos de ensino na promoção da cidadania activa, manifestando inteira disponibilidade para participar na realização de debates sobre temas como o significado da política, os deveres cívicos e o papel dos diversos órgãos políticos do país, sempre que tal seja do interesse das escolas.